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Em plena pandemia, Zona Azul de Camaragibe vai penalizar cidadãos

Por: REDAÇÃO PORTAL
Além de impor nova taxação para moradores proprietários de automóveis, o projeto vai tirar o sustento de ambulantes e de permissionários do mercado público municipal

Foto: Reprodução Internet

18/05/2021
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Blog do Magno - Não bastasse o colapso na saúde, com falta de médicos em unidades básicas, surto de chikungunya e dengue e último lugar no ranking de vacinação contra a Covid-19 em Pernambuco, o município de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, está providenciando um “presente” para penalizar ainda mais o cidadão. Trata-se do Projeto de Lei que vai criar a Zona Azul. Já aprovado pela Câmara de Vereadores, o texto foi encaminhado para a sanção da prefeita, Doutora Nadegi (Republicanos).

Além de impor nova taxação para moradores proprietários de automóveis, o projeto vai tirar o sustento de ambulantes e de permissionários do mercado público municipal, que, aguardando a conclusão da reforma do prédio há seis anos, comercializam seus produtos nas ruas. Isso sem falar na repercussão negativa sobre os negócios dos pequenos, médios e grandes comerciantes. 

A precisão é que a Rua Elisa Cabral, principal via do comércio do município, o seu entorno e demais logradouros que contam com pontos de vendas, mesmo em bairros afastados do centro, serão prejudicados enormemente pelo projeto.

Não bastasse tudo isso, o mais grave, segundo se comenta na cidade, é que a Zona Azul, quando for instalada, deve ser administrada por uma empresa ligada aos vereadores Paulo André (PSB), presidente da Câmara, e Renê Cabral (Republicanos). Ou seja, tudo indica que alguns parlamentares estariam legislando em benefício do próprio bolso. Para tanto aceleraram a tramitação do texto demonstrando, claramente, o que consideram prioridade num momento em que a população acumula prejuízos.

Nos bastidores da política do município e principalmente nas ruas há revolta e indignação. Isso porque o projeto, além de não ter ouvido a população em audiência pública ou qualquer outra instância, surge num momento em que a pandemia desacelerou as vendas e fez cair a renda e o poder de compra dos cidadãos.

Moradores lamentam o fato de o Legislativo, em vez de propor algum socorro ou auxílio à população que soma perdas e dificuldades financeiras, decidiu imputar, de modo autoritário e desumano, mais um imposto ao povo de Camaragibe ao mesmo tempo em que inviabiliza o ganha-pão de ambulantes e permissionários do mercado. Muitos classificam o projeto como uma medida descabida e cruel, principalmente porque contribui para piorar o quadro de sofrimento trazido pela pandemia.

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