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Intolerância pode ter causado ataque à escola indígena

Por: GILBERTO SOBRAL
O crime aconteceu em território Fulni-Ô na cidade de Águas Belas, onde a escola foi incendiada na última quita (6)

Foto: Reprodução internet

12/08/2020
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Um incêndio na Escola Indígena Marechal Rondon, na aldeia Fulni-Ô, de Águas Belas, no interior de Pernambuco, deixou a comunidade indígena revoltada.

O ataque aconteceu na madrugada da última quinta-feira (6). A escola foi alvo de um incêndio que deixou destruídos livros da sala de leitura, parte da secretaria, documentos de alunos, móveis e o forro e parte das paredes. O fogo chegou a comprometer a estrutura do prédio. 

Mensagens de intolerância contra os índios, foram encontradas pichadas nas paredes da escola. 

O fogo foi controlado porque vizinhos ao prédio, ao perceberem a fumaça, ligaram imediatamente para funcionários, o que evitou que a escola fosse completamente destruída. 

A escola oferece o ensino da língua indígena Yaathe, a única originária ainda viva na região Nordeste e possui práticas pedagógicas específicas, adaptadas à comunidade. Isso faz com que seja vista como símbolo de conquistas de direitos do povo indígena.

A Polícia Civil foi acionada e já investiga o caso. A Fundação Nacional do Índio (Funai) também foi informada.

Para, o pajé Gildiere Pereira, “o sentimento é de tristeza e revolta. Foi uma coisa muito ruim. A escola é um grande recurso para o povo Fulni-Ô. Quem fez isso poderia usar o seu sentimento em saber que a escola está preparando os nossos índios, nossos jovens. Por qual motivo fazer isso com a escola? ”.

O pajé cobra esforços da polícia para identificar e punir os responsáveis. “As autoridades lá de fora devem ficar cientes, devem agir. Se esse crime ficar impune, corre risco de acontecer coisa pior aqui na aldeia”, disse revoltado o líder Fulni-Ô.


 

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