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Saúde

Vacina para rinite: quem pode tomar?

Por: REDAÇÃO PORTAL
Os principais sintomas são: congestão nasal, espirros (algumas vezes, o paciente espirra mais de 20 vezes seguida), coceira no nariz e olhos, além da coriza.

Foto: Evite tapetes, cortinas e bichos de pelúcia, principalmente nos quartos.

29/09/2023
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Você já ouviu falar em vacina para rinite ou imunoterapia? Ela é uma opção de tratamento para quem sofre com a incômoda inflamação da mucosa nasal. 

 

No entanto, ela não é indicada para todas as pessoas que sofrem com o problema, conforme explicou o otorrinolaringologista do Hospital Otorrinos Curitiba, Dr. Vinicius Ribas Fonseca.

 

"Nem todas as pessoas que têm rinite alérgica devem ser indicadas a esse tratamento. Precisamos analisar qual o impacto da doença na qualidade de vida do paciente, conhecer o histórico do paciente, solicitar alguns testes. Mas em geral, a indicação da imunoterapia é para aqueles com rinite moderada a severa", completou o médico.

 

Causas e sintomas da rinite

A rinite possui várias causas (poeira e ácaros, por exemplo), e a genética tem grande influência no aparecimento da inflamação, afetando adultos e crianças.

 

Os principais sintomas são: congestão nasal, espirros (algumas vezes, o paciente espirra mais de 20 vezes seguida), coceira no nariz e olhos, além da coriza.

 

Como funciona a vacina para rinite

A vacina para rinite ou imunoterapia ajuda a controlar doenças alérgicas, como a rinite alérgica, e consiste na aplicação de injeções ou de maneira sublingual com alérgenos, que vão sendo administradas em doses crescentes, ajudando, assim, a reduzir a sensibilidade da pessoa alérgica a esses alérgenos que causam a rinite. 

 

"O tratamento altera a imunidade e o paciente passa a diminuir a sensibilidade ao determinado alérgeno. Então, quando pensamos em imunoterapia, ela deve ser feita em relação ao alérgeno que o paciente tem contato de maneira mais frequente. Por exemplo: o paciente tem alergia a gato, mas não tem contato com gato com frequência, então não há necessidade da vacina. Ele precisa fazer a vacina para aquelas substâncias que ele tem contato no dia a dia", exemplificou Vinicius.

 

O grande problema, lembra o otorrino, é que a rinite alérgica ocorre devido a alérgenos bem comuns como poeira, ácaro, fungos, e essas substâncias costumam estar em convívio diário com o paciente, seja no quarto, na casa ou no ambiente de trabalho.

 

Por quanto tempo tomar a vacina?

O tempo da imunoterapia varia de paciente para paciente. Conforme o andamento do tratamento, o paciente vai desenvolvendo os anticorpos. "Algumas pessoas desenvolvem anticorpos de forma mais rápida, outros mais tardiamente", acrescentou o especialista.

 

O tratamento com imunoterapia pode levar de 3 a 5 anos para se obter o efeito desejado. No entanto, a partir do início do tratamento já é possível perceber resultados no paciente.

 

Vinicius ressaltou, no entanto, que a imunoterapia não exclui o tratamento recorrente indicado pelo médico. "Durante a imunoterapia o paciente precisa manter seu tratamento tópico/antialérgico conforme a orientação médica", reforçou.

 

Quanto custa a vacina para rinite?

Não há um valor determinado para o tratamento com a vacina para rinite. Ele varia de acordo com o alérgeno e sua concentração. É importante se consultar com um médico especialista, que irá realizar o diagnóstico correto e oferecer as melhores opções de tratamento para cada paciente. 

 

Como controlar a rinite alérgica

Além da imunoterapia, vale lembrar algumas dicas importantes de higiene para o controle da rinite alérgica. Lembrando que existem fatores não alérgicos que geram sintomas de rinite, como mudança de clima, cheiro forte, ar condicionado e outros. Esses casos não são controlados pela imunoterapia e serão tratados com medicamentos.

 

- Mantenha os ambientes limpos, utilizando, de preferência, um pano úmido para a higienização;

 

- Evite contato com substâncias que desencadeiam os sintomas, como poeira, fumaça de cigarro, produtos de limpeza, entre outros.

 

- Troque as roupas de cama e banho regularmente;

 

- Em colchões e travesseiros, use capas impermeáveis aos ácaros.

 

- Evite tapetes, cortinas e bichos de pelúcia, principalmente nos quartos.

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