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Vacinação: falta gestão e sobram reclamações em Paulista

Por: REDAÇÃO PORTAL
A falta de controle e gestão na prefeitura de Paulista, região metropolitana, tem afetado gravemente a campanha da vacinação contra a Covid-19 na cidade.

Foto: Reprodução

18/05/2021
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A falta de controle e gestão na prefeitura de Paulista, região metropolitana, tem afetado gravemente a campanha da vacinação contra a Covid-19 na cidade. Desde o primeiro dia de imunização, repetem-se as denúncias e fatos comprovados da inabilidade do poder público municipal para com o assunto.

Nessa segunda-feira (17) moradores do Paulista protestaram contra a falta de clareza para a vacinação da segunda dose na cidade. A cena se repete com constância na cidade. Idosos em longas filas, para no final sequer serem atendidos, sem sequer uma informação correta sobre quando serão vacinados. O mais grave é a incompetência da secretaria municipal de Saúde que a cada questionamento apresenta números desconexos e demonstra uma total falta de capacidade de gerir a campanha de vacinação. Em diversas entrevistas, a própria secretaria admite esta incapacidade, ao confessar não ter controle sobre os números de vacinas necessárias para atender a população.

Moradores revoltados com a situação, disseram à nossa reportagem que a situação vivida pela saúde em Paulista é reflexo da atual situação da administração da cidade. Segundo Maria José, moradora do bairro de Paratibe, a decepção é grande. “A gente confiou em Yves (Ribeiro), votou nele, achando que ia ajeitar a cidade. Ele (Yves) nem aparece. Ninguém sabe quem é o prefeito na cidade, ninguém sabe quem realmente manda hoje na prefeitura de Paulista”. Disse a moradora que, segundo indicado no seu cartão de vacinação, deveria ter tomando a segunda dose desde a semana passada.

Ouvimos outros moradores e a reclamação é a mesma: a ausência e falta de autoridade do prefeito.

Eleito em 2020, Yves Ribeiro derrotou o candidato oficial do então Prefeito Júnior Matuto, Francisco Padilha. Mergulhado em denúncias que o afastaram da prefeitura, Matuto viu o seu vice, Jorge Carrero, abraçar o projeto de Yves, sendo decisivo na vitória do emedebista na cidade.

Passados mais de 130 dias da nova gestão, a administração ainda não se encontrou, com reclamações em todos os setores da cidade. Professores, artistas, comerciantes, defensores do meio ambiente e moradores em geral, reclamam de perdas e ações, ou a falta delas, da gestão.

Na última semana, a notícia de um possível afastamento, por problemas de saúde, do Prefeito Yves Ribeiro, demandou uma ação rápida da assessoria em desmentir o “boato” e afirmar que o prefeito segue firme e com saúde.

Para o morador Francisco Santos, do bairro de Pau Amarelo, “quando o povo fala, ou foi, ou é ou está para ser. Acredito que ele pode se afastar sim. Ninguém sabe de Yves e não vê ele nas ruas a frente de nada. Só quem aparece é Jorge Carrero. Parece mais que o prefeito é ele. ” Afirmou o morador.

Em Maranguape, no centro administrativo da prefeitura, dona Maria José desabafa: “Meu filho, eu não quero saber quem é o prefeito. O que queremos é que respeitem nossa vida. A gente fica se cuidando contra o vírus, vem aqui para se proteger e pode até pegar a doença nessa bagunça aqui”, desabafou a moradora que fez questão de dizer que cumpre todas as medidas preventivas de higiene, isolamento e uso de máscara.

O município está na fase da imunização contra Covid-19, que atende aos trabalhadores da saúde, pessoas a partir de 60 anos, além de grupos com as seguintes comorbidades:

  • Diabetes mellitus,
  • Pneumopatias Crônicas graves,
  • Hipertensão arterial resistentes e nos estágios 1, 2 e 3 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade,
  • Insuficiência cardíaca (IC),
  • Cor-pulmonale e hipertensão pulmonar,
  • Cardiopatia hipertensiva,
  • Síndromes coronárias,
  • Valvopatias,
  • Miocardiopatias e pericardiopatias,
  • Doenças da aorta, dos grandes vasos e fissuras arteriovenosas,
  • Arritmias cardíacas,
  • Cardiopatias congênitas no adulto,
  • Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados,
  • Doenças cerebrovascular,
  • Imunossuprimidos,
  • Pacientes oncológicos com tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos seis meses,
  • Hemoglobinopatia grave,
  • Cirrose hepática

 

 

 

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